Pílula do dia seguinte: esse método é eficaz?

Com o passar dos anos e o maior acesso a informação, era de se esperar que o planejamento familiar e o controle voluntário da fertilidade fossem assuntos mais difundidos.
No entanto, apesar da grande adesão aos diferentes métodos contraceptivos, uma parcela significativa da população sexualmente ativa ainda permanece sem qualquer tipo de proteção, estando sujeita a uma gravidez indesejada e aumentando as taxas de aborto induzido e todas as complicações associadas ao procedimento.

Dados do IBGE de 2013, mostram que apenas 61,1% das mulheres entre 18-49 anos sexualmente ativas fazem uso de métodos contraceptivos, ao passo que 7,3% das mulheres na mesma faixa etária já tiveram algum aborto provocado.

Sim, falta dinheiro, falta educação e falta instrução.
Não existe no mercado um método contraceptivo que seja o melhor! Existe sim, aquele método que é o melhor para você: aquele que combina com seu estilo de vida, com seus horários e suas limitações!!! Para um método ser eficaz, precisa de adesão, sendo ela condicionada a facilidade do uso, custo e efeitos adversos.

Muitas dúvidas costumam surgir quando se fala da famosa “Pílula do dia seguinte“!!! Em quais situações ela pode ser utilizada? Ela é realmente eficaz? Quais os riscos associados? Qualquer mulher pode fazer uso?
Em primeiro lugar, apesar de existirem diferentes métodos de contracepção de emergência, vou me ater na Pílula de Levonorgestrel, aquela que é vendida nas farmácias. Ela deve ter seu uso limitado para situações de relação sexual desprotegida com falha do método habitualmente utilizado (uso incorreto da camisinha, esquecimento por mais de 48 horas da pílula anticoncepcional…) e nos casos de violência sexual. Ela NÃO DEVE SER UTILIZADA ROTINEIRAMENTE SUBSTITUINDO UM MÉTODO CONTRACEPTIVO REGULAR.

Estudos mostram uma eficácia elevada que varia de 79 a 84% contra uma gestação indesejada, podendo ser utilizada em dose única de 1,5 mg ou 2 doses de 0,75 mg com intervalo de 12 horas entre elas. A dose única tende a ser a preferida pela fácil administração, sem grandes aumentos dos efeitos colaterais.
A falha tende a aumentar quanto maior o intervalo de tempo entre seu uso e a relação sexual desprotegida, devendo ser administrada idealmente nas primeiras 72 horas, porém admitindo-se seu uso até 5 dias após o coito (aumentas as chances de gestação em 50%).
A princípio, a única contra-indicação absoluta ao uso do método é a gravidez, podendo ser utilizada por qualquer mulher em risco de gravidez indesejada, mesmo naquelas com antecedente de trombose, infarto ou acidente vascular cerebral.
Os principais efeitos colaterais são as náuseas e os vômitos, geralmente leves, podendo também apresentar cefaleia e tonteira. Dependendo da época do ciclo menstrual em que é utilizada, pode ocorrer atraso ou adiantamento na data esperada para a próxima menstruação.
O mais importante de tudo: a pílula do dia seguinte deve ser um método de exceção!!!

Procure seu ginecologista e se informe sobre as diferentes formas de contracepção e com certeza encontrará aquela que mais combina com você!!!

Dra Ana Carolina Abi-Ramia – Ginecologista do Instituto Clinics
18/07/2017

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