Osteoporose: um vilão silencioso!

Uma das funções do esqueleto humano é sustentar o corpo e proteger os órgãos internos.

Nós humanos alcançamos o pico de massa óssea entre os 30 a 40 anos. Nos anos consecutivos, a densidade óssea tende a apresentar um declínio progressivo. Devido a características hormonais, este fenômeno é mais acentuado nas mulheres após a menopausa.

O primeiro estágio de perda óssea é chamado de osteopenia, e a fase mais avançada, de osteoporose. O grande problema de ter ossos com baixa densidade é uma maior predisposição à fraturas.

Atualmente, mais de 200 milhões de pessoas no mundo tem osteoporose e a perspectiva é que, com o envelhecimento da população mundial, tenhamos um aumento significativo de fraturas de fêmur até 2050 (aumento de 240%).

Porque vilão?

As fraturas estão altamente relacionadas à incapacidade, dor crônica, doenças associadas e mortalidade. Em números, idosos com fratura de quadril tem risco de morte de 25% no primeiro ano após fratura. Em torno de metade dos que sobrevivem ficam incapacitados e dependentes de cuidadores e familiares. Muitos passam a ter dor crônica e complicações clínicas por efeitos colaterais das medicações para seu controle.

Porque silencioso?

Ao contrário do que muitos pensam, tanto a osteopenia quanto a osteoporose não têm sintomas de dor, a menos que exista fratura principalmente em ossos não vertebrais. Portanto, indivíduos que sabidamente possuem fatores de risco bem documentados para perda da resistência óssea precisam passar pela avaliação médica e realizar exames para avaliar a densidade óssea. Os principais fatores de risco são:

– Mulheres após a menopausa

– Tabagismo

– Etilismo crônico

– Uso de cafeína em grandes quantidades

– Uso crônico de medicações do tipo corticoides

Além de procurar ativamente a presença de osteoporose em todos que apresentarem fatores de risco através de exames complementares, é muito importante ficar atento a possíveis sinais clínicos de osteoporose. Como não há sintomas, deve-se sempre suspeitar deste fenômeno em qualquer pessoa que apresentar fratura secundária a trauma de baixa intensidade.

O médico deverá fazer uma avaliação da saúde osteometabólica através de informações clínicas, exames de sangue e de imagem como a densitometria óssea. Se for detectada a presença de osteopenia ou osteoporose, o tratamento permite melhora da massa óssea e redução do risco de fraturas e de suas complicações.

Dr Fernando Majerowicz
Reumatologista
05/10/2016

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