Os novos broncodilatadores, as famosas “bombinhas”

O ano passado apresentou muitos avanços em todos os campos da pneumologia, desde o maior entendimento e descobertas fisiopatológicas até aparecimento de um novo arsenal terapêutico para várias doenças.

Infelizmente, foi um ano também em que no Brasil, e principalmente no Rio de Janeiro, voltamos a ver explodir o número de casos de Tuberculose, doença quase “esquecida” há alguns anos.

Começamos o ano a publicação de um grande trabalho mostrando o impacto econômico severo do Tabagismo sobre os gastos públicos, absenteísmo ao trabalho e perda de produtividade. O tema norteou a campanha do Dia Mundial sem Tabaco em todo o mundo. Foi importante também, o grande avanço da política antitabagismo brasileira, que nos transformou no grande vencedor de década como o país que mais reduziu o consumo de tabaco médio per capta no mundo. Trata-se de um grande feito.

Ao longo de 2017, tivemos diversos novos lançamentos de Broncodilatadores, as famosas “bombinhas” para tratamento de Asma e DPOC em diversas apresentações, formas de aplicação, comodidade de uso (uma, duas, três vezes ao dia). Neste campo, houve queda da precificação média, possibilitando a melhor adaptação de uso para cada pessoa, oferecendo ao médico a possibilidade de realizar uma prática mais individualizada.

Tivemos também novas definições de tratamentos para outras patologias, como as Doenças Intersticiais Pulmonares e Hipertensão Arterial Pulmonar.

Por fim, como em todas as demais especialidades médicas, alguns avanços tecnológicos vêm sendo determinantes para a Pneumologia, a citar a melhora da qualidade de imagens de tomografia computadorizada e o surgimento de novas técnicas diagnósticas como o ultrassom endobrônquico. Esta revolução tecnológica diagnóstica gerou novas recomendações para o manuseio de nódulos pulmonares, com menor risco em sua investigação e possibilidade de diagnóstico precoce de doenças graves como o câncer de pulmão, levando a grande aumento na chance de cura.

Além disso, no campo genético, também em franca progressão, estamos entendendo cada vez mais as principais doenças e seu caráter individual, o que vem possibilitando definir múltiplas apresentações (fenótipos) diferentes da asma, assim como está mudando totalmente a abordagem medicamentosa do câncer de pulmão. Neste último, a Imunoterapia já superou a terapêutica tradicional (citotóxica/quimioterapia) transformando o tratamento dos pacientes sem condições de se submeter a cirurgia.

Dr Rafael Pottes – Pneumologista

 

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