Os homens e a Vasectomia

Dr José Alexandre
Urologia
02/02/2017

A vasectomia bilateral (em ambos os testículos), é o nome técnico da cirurgia esterilizadora masculina.
Este procedimento consiste na interrupção dos ductos deferentes que conduzem o sêmen do testículo/epidídimo até o pênis durante a ejaculação.

Existem algumas técnicas para realizar esta interrupção, sendo as mais comuns, embolização do canal ou “amarração” do mesmo.
Na técnica tradicional o procedimento é realizado através de anestesia local (semelhante àquela utilizada pelos dentistas) associada a sedação (uso de medicamentos venosos para que a pessoa durma durante o procedimento). Ela é feita no modelo de day clinic, ou seja, é feita internação e alta no mesmo dia após a recuperação dos efeitos da anestesia.
São realizadas 2 incisões de aproximadamente 0,5 a 1 cm em cada lado da bolsa escrotal (“saco”), por onde os ductos deferentes são identificados e “cortados”. Após o corte, há variadas maneiras de garantir a interrupção do fluxo de espermatozoides, sendo as principais: cauterização, ligadura com fios de sutura e também a inversão.
A recuperação pós-operatória costuma ser rápida e completa, em torno de uma a duas semanas.
Um cuidado importante está relacionado com o tempo necessário para que o procedimento seja realmente efetivo. Sabemos que uma quantidade variável de sêmen permanece na via reprodutora após a cirurgia, o que pode levar a gravidez no pós-vasectomia. Por isso, é fundamental a realização de espermograma que demonstre contagens nulas de espermatozoides antes de iniciar as relações sexuais desprotegidas.
É importante ressaltar que, como qualquer cirurgia, o homem submetido a vasectomia está exposto a complicações, entre as mais comuns: hematomas, infecções do local da cirurgia e granulomas espermáticos.

Baseado em alguns trabalhos científicos existe, ainda que remota, uma chance de recanalização. Neste caso, o indivíduo volta a eliminar espermatozoides no sêmen. Felizmente, trata-se de um evento bastante raro.

Conforme regulamentação jurídica, a vasectomia somente pode ser realizada em homens maiores que 25 anos ou com pelo menos 2 filhos vivos. A única exceção a esta regra é quando a esposa apresenta risco de vida em caso de gestação.

Os homens que optam por este procedimento para evitar filhos devem estar convictos que se trata de um procedimento definitivo e que na tentativa de reversão os resultados são ruins.

Algumas perguntas surgem frequentemente no consultório. Vamos listá-las aqui:

1- “Existe chance de ficar impotente após vasectomia?”
Não, a secção dos ductos deferentes não interfere com a potência sexual.

2- “Eu irei parar de ejacular, ou ter orgasmos?”
Também não. A maior parte do fluido ejaculado vem das vesículas seminais e próstata e não é afetada pela vasectomia. Quanto ao orgasmo, não há nenhuma relação entre ductos deferentes e o orgasmo.

3- “É possível reverter a cirurgia?”
Esse procedimento pode ser revertido em alguns casos, através de uma cirurgia um pouco mais complexa. Nesta cirurgia, os canais deferentes são religados. Mas a chance de sucesso de retorno da fertilidade é baixa.

Procure seu Urologista para uma consulta e também tirar todas as suas dúvidas.

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