Olhe por onde anda e, por onde mergulha

Dr Felipe Carvalho  
Neurocirurgião  
26/10/2016

Mergulhos em águas rasas podem causar lesão medular e consequente paralisia irreversível. Por mais triste que pareça, é preciso falar deste assunto.

Estamos nos aproximando do verão e a procura por lazer em piscinas, cachoeiras, praias, rios e lagos só tende a crescer. São nesses locais onde ocorrem a maior parte dos acidentes.As vítimas frequentes são crianças, adolescentes e jovens adultos do sexo masculino em idade produtiva.

O problema acontece quando durante o mergulho ocorre um trauma direto da cabeça com o fundo da piscina ou uma pedra em um rio. Nesse tipo de batida, a coluna cervical é esmagada e junto com ela todos os nervos que por ali passam.

A única chance de evitar uma paralisia para o resto da vida é um resgate perfeito associado a atendimento especializado imediato. Infelizmente, na maioria dos casos, o desfecho não é feliz.

Já que o cenário é trágico. É muito importante trabalharmos na prevenção.

Evitar mergulhos de cabeça, principalmente em locais cuja profundidade é desconhecida, é a medida mais eficaz para prevenir esta ocorrência. Nas praias, é preciso atenção com as instruções da equipe de salva-vidas.

Para as férias: prudência e protetor solar!

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