O que você pode fazer contra a insônia

Os distúrbios do sono ocorrem em até 15% da população. Seus efeitos danosos para a saúde vão muito além daqueles óbvios percebidos após uma noite mal dormida. De acordo com uma revisão recente publicada no periódico científico com maior impacto na literatura médica – The New England Journal of Medicina (NEJM) – a insônia está associada com maior risco de desenvolvimento de depressão, infarto agudo do miocárdio, doença arterial coronariana, insuficiência cardíaca, hipertensão arterial, diabetes e morte, principalmente quando se dorme menos de 6 horas por noite.

De uma forma simples, a insônia pode ser caracterizada pela insatisfação com a quantidade ou qualidade de sono através da dificuldade para iniciar o sono ou manter-se dormindo por período adequado. Durante o dia, os sintomas mais comuns são a fadiga (sensação de pouca energia), sonolência e dificuldade de concentração.

Indivíduos com insônia devem fazer avaliação com uma equipe especializada em sono para que seja possível fazer o diagnóstico do tipo de insônia e iniciar o tratamento adequado.

O tratamento da forma crônica de insônia – aquela que dura mais de três meses – envolve duas abordagens complementares: terapia cognitivo-comportamental e terapia farmacológica (remédios).

O artigo publicado na NEJM destaca que é fundamental desenvolver estratégias para melhorar a higiene do sono. Dentre estas medidas, vale ressaltar:

manter o quarto escuro e silencioso, com uma temperatura agradável;

limitar o consumo de cafeína e álcool;

exercitar-se regularmente (preferencialmente longe do horário de dormir);

tentar dormir apenas quando se está com sono;

evitar assistir televisão ou trabalhar quando deitado na cama;

sair da cama quando o problema é ansiedade

Diversas formas de terapia de relaxamento também se mostraram benéficas nos estudos científicos, dentre elas, técnicas de relaxamento muscular, respiração ou meditação.

Atualmente, há muitos medicamentos que podem ser utilizados no tratamento da insônia. Estima-se que até 20% dos adultos faça uso ao menos uma vez por mês de remédios para dormir. Todavia, muitas das medicações estão associadas a diversos efeitos colaterais incluindo dependência. Seus riscos e benefícios devem ser minuciosamente avaliados por uma equipe médica especializada.

Fonte:

Winkelman, J.W.N Eng J Med 2015; 373: 1437-1444

Dr. Rafael Addum

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