O aumento da miopia nas crianças

Muito se fala sobre as crescentes taxas de miopia nas populações de países em desenvolvimento, como o Brasil. Já está bem estabelecido que hábitos contínuos e prolongados do uso da visão de perto (na leitura e nos smartphones e tablets) aliados à baixa exposição solar contribuem de forma significativa para o aumento e até o aparecimento da miopia nas crianças. Países desenvolvidos com níveis extremamente elevados de escolaridade possuem, já nos dias de hoje, altíssimas taxas de miopia que chegam a 80% de sua população.

A miopia, além do desconforto estético para quem necessitará de óculos para correção visual, também constitui um problema público, uma vez que promove aumento nos gastos da saúde. Diante desta realidade, é importante o aconselhamento dos pais para o uso mais consciente de tablets e celulares pelas crianças.

É imprescindível detectar um modo de frear os casos de miopia que têm uma taxa de progressão muito acelerada

Felizmente, a área da pesquisa de novos medicamentos está em franca evolução. Atualmente, existe apenas uma medicação que tem cumprido este objetivo com resultados bem animadores. O ano de 2017, consolidou o uso da atropina com a finalidade de frear a progressão acelerada da miopia nas crianças. O Conselho Federal de Medicina aprovou, em novembro, o texto inicial para sua acreditação na Câmara Técnica. O caminho até a total oficialização e liberação do uso pelos órgãos responsáveis, no Brasil, ainda é longo, mas o primeiro passo já foi dado.

Para o futuro, além da acreditação completa desta medicação, aguardamos o contínuo avanço nas pesquisas com o surgimento de novos medicamentos, que tenham cada vez menos efeitos colaterais e melhores benefícios.

Para aqueles que já são míopes, nos últimos anos, observamos ótimos resultados, a longo prazo, com as técnicas de cirurgia refrativa a laser. O objetivo destas cirurgias é que se fique totalmente livre dos auxílios óticos (óculos e lentes de contato) para obter uma visão de qualidade. Atualmente, os efeitos adversos pós-operatórios e a taxa de recorrência do grau após a cirurgia são baixíssimos.

Para quem, hoje em dia, possui alguma contraindicação para a realização de cirurgia refrativa a laser, a aplicação da técnica facorrefrativa provavelmente será uma opção em um futuro próximo. Nestes casos, ao invés de alterar o poder refrativo do olho através de intervenção na córnea (o que é feito na cirurgia refrativa a laser), ocorrerá a substituição do cristalino sadio por uma lente intra-ocular com capacidade de corrigir de uma só vez todos os erros refrativos existentes, como a miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia.

Dra Isabel Garcia – Oftalmologista

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