Litíase Renal, a famosa pedra nos rins.

Litíase renal é a doença popularmente conhecida como “pedra nos rins”. Na população geral, sua incidência é de 2 a 3%, mas se acredita que, acima dos 70 anos, a prevalência aumente para 12%. A impactação de cálculos pode ocorrer nos rins, nos ureteres, na bexiga ou na uretra, sendo que o fenômeno é mais comum em homens do que em mulheres.

Um segundo episódio de litíase é comum e normalmente acontece em cerca de 50% dos pacientes submetidos a um tratamento efetivo num intervalo de 10 anos. Sendo assim, é importante saber reconhecer os principais sintomas do cálculo para diagnosticar o problema e, posteriormente, realizar o tratamento para calculo renal correto.

Aprenda no post quais são os sintomas de cálculo renal, as suas causas, como o diagnóstico é feito e quais são os tratamentos disponíveis para o problema.

QUAIS OS SINTOMAS DE CÁLCULO RENAL?

O cálculo renal pode estar presente e não causar nenhum sintoma. No entanto, quando alcançam os ureteres, devido à sua pequena circunferência, estes podem causar problemas. Nestes casos é possível que haja obstrução da região entre o rim e o ureter.

Os principais incluem dor lombar, normalmente unilateral, e que pode irradiar para a virilha. A dor ao urinar pode estar presente, assim como sangue ou espuma na urina, enjoos ou vômitos e febre alta. O último sintoma acontece quando há proliferação de bactérias na urina, que ficou coletada no trato urinário.

QUAIS AS CAUSAS?

A formação dos cálculos renais é um processo multifatorial e complexo. Acredita-se que cerca de 80% dos pacientes com urolitíase apresentam cálculos feitos de oxalato de cálcio. Os outros tipos incluem cálculos feitos de ácido úrico, cistina e estruvita, também chamada de fosfato de amônio magnesiano.

Quando alguns cristais apresentam-se em maior quantidade que o normal, acontece a sua precipitação e, assim, há formação de cálculos. Além disso a falta de substâncias que impedem a aglomeração de cristais também é uma causa. Como o processo é multifatorial, também existe relação com:

  • sexo,
  • alimentação,
  • anormalidades no trato urinário,
  • infecções urinárias de repetição,
  • uso de determinados medicamentos e
  • comorbidades, como a hipertensão e o diabetes.
  • QUAIS SÃO OS EXAMES DE DIAGNÓSTICO?

    Os exames de imagem são úteis para diagnosticar a presença de cálculos renais. Pode-se, ainda, realizar exames de sangue e urina a fim de detectar o teor de algumas substâncias, como o ácido úrico e oxalato de cálcio. Este tipo de análise pode dar uma pista sobre a composição dos cálculos.

  • Isso é necessário porque o raio-X, por exemplo, não capta cristais de ácido úrico. Desse modo, se a suspeita for de cálculos feitos desse cristal, é necessário escolher outro método, como a tomografia ou o ultrassom.

Dr José Alexandre Pedrosa – Urologista

https://www.drjappedrosa.com

30/10/2018

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Nosso endereço
Fórum de Ipanema
Rua Visconde de Pirajá 351, sala 614 . Ipanema - RJ
Telefones: (21) 2267-5384 e 99246 4696
Siga-nos!