Infecção Urinária, mais comum do que você imagina.

É uma doença extremamente comum que constitui um dos processos infecciosos mais frequentemente encontrados na clínica médica. Ela ocorre em ambos os sexos e em todas as idades, mas a maior prevalência é em crianças, mulheres jovens e idosos.

Nos jovens, a infecção do trato urinário é cerca de 20 a 30 vezes mais frequente na mulher do que no homem. No homem, as infecções ocorrem mais nos extremos de idade (recém nascidos e idosos). Já nas mulheres, ocorre aumento das ITU’s com a idade, sendo os picos de maior acometimento em pacientes ativos sexualmente, gestantes ou naquelas que chegaram na menopausa.

É muito importante diferenciar os sintomas de Cistite e da Pielonefrite, já que a gravidade de cada uma é muito diferente da outra.

A Cistite é uma doença mais branda, com a infecção limitada à bexiga (infecção urinária baixa), e o principal sintoma é a ardência ao urinar, geralmente associada ao aumento do número de micções e diminuição do volume urinário (polaciúria – a pessoa urina muitas vezes ao dia mas em pequenas quantidades).

Pode ocorrer perda de pequena quantidade de sangue na urina, a chamada hematúria, que pode ser vista a olho nu (hematúria macroscópica) ou apenas com o exame de urina feito em laboratório (hematúria microscópica). Além disso, podemos encontrar febre baixa, dor em baixo ventre (dor na parte inferior do abdome), urina de odor forte ou fétido e enurese (“urinar na cama” enquanto dorme).

Já a Pielonefrite é uma infecção mais grave, acometendo diretamente os rins (infecção urinária alta) e os sintomas mais importantes são febre (que pode ser alta, com ou sem calafrios), dor lombar uni ou bilateral e queda do estado geral.

O diagnóstico da infecção do trato urinário pode ser realizado com base na história clínica do paciente associado a alguns dos seguintes exames : cultura de urina (para tentar diagnosticar o agente etiológico), EAS ou Urina tipo 1 (para avaliar a presença de células inflamatórias, sangue e outros elementos), exames de sangue e exames de imagem (como a Ultrassonografia ou Tomografia Renal). A necessidade de solicitar ou não cada um desses exames será avaliada pelo especialista (Nefrologista), dependendo de cada caso.

Já o tratamento irá depender das seguintes variáveis : gravidade da doença (incluindo comorbidades do paciente), diagnóstico diferencial correto entre cistite e pielonefrite, quantidade de episódios prévios de infecção e o agente etiológico (quando este for determinado pela cultura de urina).

Dra Paula Costa – Nefrologia
10/12/2016

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