Distúrbios do sono

Cada vez mais, o tema SONO tem sido abordado no cotidiano das pessoas e, felizmente, pelos colegas médicos em muitas especialidades.

Os distúrbios do sono são muito frequentes e cada vez mais, novos estudos demonstram sua relação com alterações cardiovasculares, cognitivas, de metabolismo do açúcar, colesterol, desempenho atlético, durante a gravidez e até, sobre sua influência na gravidade de alguns cânceres.

O desenvolvimento de novas tecnologias capazes de determinar ou facilitar o diagnóstico é crescente.  Muitos aplicativos com o intuito de fornecer informações abrangentes sobre a noite de sono estão disponíveis no mercado.  Desta forma, este tema foi abordado com atenção e cuidado pelos especialistas da área neste ano.  Nem todos os aplicativos podem ou devem ser substitutos dos exames mais tradicionais (pelo menos ainda) para diagnóstico ou tratamento dos distúrbios do sono. Podem, quando bem recomendados, ajudar no fornecimento de informações importantes da noite de sono, de maneira mais prática.

A apneia obstrutiva do sono é muito prevalente na população mundial e o tratamento com aparelho de pressão positiva (CPAP) ainda é o tratamento considerado padrão. Entretanto, a aceitação à mascara e ao real problema de saúde que este distúrbio traz, ainda é considerado muito aquém do esperado.

Por isso, as terapias alternativas de tratamento e/ou a combinação destas, vêm sendo bastante abordadas.

A terapia miofuncional desenvolvida pelo grupo de Fonoaudiólogas da

USP – SP foi muito discutido no Congresso Mundial de Sono este ano, em Praga.

A terapia aplicada fortalece a região orofaríngea com exercícios e acompanhamento com resultados satisfatórios em determinados graus de ronco e apneia do sono.

Cirurgias nasais com o restabelecimento da respiração nasal plena continuam fundamentais em pacientes que não respiram bem e que apresentam alterações anatômicas obstrutivas.

A neuroestimulação do nervo hipoglosso, que inerva a língua é uma tecnologia relativamente recente que vem se firmando com resultados bons de longo prazo. Trata-se de um dispositivo que fica implantado por debaixo da pele ligando, até o pescoço, o estimulador do nervo. Procedimento simples, com baixo risco de complicação que, até o momento, apresenta como maior empecilho, o custo. Nem todo paciente é candidato a este tipo de tratamento.

Portanto, sem dúvida nenhuma, a mensagem que mantém-se viva neste ano é a necessidade da avaliação da sua queixa com o sono, qualquer que seja ela! O sono deve ter boa quantidade E qualidade! A respiração nasal é fundamental pra que isso aconteça de forma plena. Procurar um especialista de sono permite que todo o quadro seja investigado e abordado da melhor maneira. Com o melhor tipo de tratamento em cada caso.

Durma bem!

Dra Luciane Mello – Otorrinolaringologista e Medicina do Sono

Artigo – Anuário Instituto Clinics

19/02/2018

 

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