Contracepção de Emergência

Prevenir a gravidez indesejada é uma preocupação significativa no nível de saúde pública e é extremamente importante para os indivíduos que buscam determinar o número e o espaçamento de seus filhos.

Sexo desprotegido ocorre por razões múltiplas e complexas; estes incluem esquecimento de um método contínuo de contracepção, um contratempo anticoncepcional (como quebra do preservativo),falta de uso de contraceptivos e ate agressão sexual.

Segundo o ministério da saúde, o método mais adequado para a anticoncepção de emergência utiliza o Levonorgestrel em função de evidentes vantagens sobre o método de Yuzpe (uso de hormônios combinados), quais sejam: os efeitos colaterais são sensivelmente reduzidos, não produz interação com outros medicamentos e confere maior efetividade.

Nesse método pode ser usado comprimidos de 0,75mg (cartela com 2 comprimidos) ou 1,5mg de Levonorgestrel (cartela com 1 comprimido). Pode ser utilizado no máximo até 5 dias após a relação sexual. A eficácia da anticoncepção de emergência com o Levonorgestrel é muito grande até o 5o dia após a relação desprotegida, entretanto esta eficácia é sempre maior quanto mais próximo da relação for utilizada.

Quando administrado na primeira fase do ciclo menstrual, altera os folículos e impede ou retarda a ovulação por vários dias. Quando administrado na segunda fase do ciclo, altera o transporte dos espermatozoides e do óvulo nas trompas, modica o muco cervical e interfere na mobilidade dos espermatozoides. De um modo ou de outro, impede o encontro entre óvulo e espermatozoide, não ocorrendo a fecundação.

O objetivo da anticoncepção hormonal de emergência é prevenir gravidez indesejada ou inoportuna após relação sexual em que houve falha do método contraceptivo ou aconteceu de forma desprotegida.

Assim sendo, as principais indicações para o seu uso são:

  • Deslocamento do diafragma;
  • Rompimento do preservativo;
  • Esquecimento prolongado do anticonceptivo oral ou atraso do injetável;
  • Coito interrompido em que ocorre derrame do sêmen na vagina;
  • Casos de violência sexual.
  • Relação sexual desprotegida sem uso de nenhum método contraceptivo e preservativos (masculino ou feminino).

Importante ressaltar que o uso repetitivo da contracepção de emergência diminui a sua e eficácia, não sendo, portanto, um método a ser adotado como de rotina.

Os efeitos colaterais mais frequentes são náuseas, vômitos e cefaleia. A anticoncepção hormonal de emergência com Levonorgestrel não altera significativamente o ciclo menstrual.  As contraindicações ao uso são quando existe confirmação de gravidez ou condições clínicas que contraindiquem o uso de anticoncepcional hormonal.

Devemos advertir que:

– Este método não protege a usuária das doenças sexualmente transmissíveis (aids, sífilis, hepatite B, HPV, gonorreia).

– Quando acontecer vômitos nas duas primeiras horas após a administração do Levonorgestrel, é recomendável que a dose seja repetida.

Para concluir, outras opções para contracepção de emergência estão disponíveis em outros países, ou estão sob investigação como novos métodos em potencial. Mas no Brasil esse ‘e o metodo mais utilizado. E nao se deve usar este método de forma planejada, previamente programada, substituindo o anticoncepcional de rotina. E como o próprio nome já diz, esse método realmente só deve ser reservado para casos emergenciais!

Dra Adriana Mattos – Ginecologista – Cirurgia Videolaparoscópica

Fonte:http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolo_utilizacao_levonorgestrel.pdf

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