Cirurgias minimamente invasivas na ginecologia

Alguns pontos foram muito comentados em 2017 e suscitaram uma expectativa ainda maior para este ano na Ginecologia.

Na área ginecológica clínica, um problema habitual e que tanto incomoda as mulheres são as alterações do conteúdo vaginal. Embora a quantidade de secreção vaginal varie de mulher para mulher, especialmente de acordo com a fase do ciclo menstrual, em algumas situações, pode ocorrer uma secreção vaginal anormal. Nesse contexto, quando se trata de uma vaginose bacteriana, mais uma medicação ganhou espaço como alternativa de tratamento. Em setembro de 2017, o FDA, órgão regulamentador da saúde nos EUA, aprovou o uso do secnidazol –  antibiótico oral com uma meia-vida longa – para o tratamento de vaginose. Em um estudo anterior, uma dose única de secnidazol foi tão efetiva quanto o uso do habitual metronidazol durante sete dias. Logo, o secnidazol passou a ser uma opção para vaginose quando é desejada uma dose única (por exemplo, para melhorar a aderência) e com menos efeitos colaterais.Em relação à área de cirurgia ginecológica, 2017 foi mais um ano no qual as técnicas minimamente invasivas ganharam espaço. Assim, patologias comuns como miomas uterinos, adenomiose, cistos de ovarios e tumores ginecológicos receberam destaque para as abordagens diagnósticas e terapeuticas por videolaparoscopia ou video-histeroscopia.  A grande vantagem dessas cirurgias minimante invasivas são a menor taxa de internação hospitalar, menor dor no pós-operatório, melhor efeito estético em cicatrizes e retorno mais rápido as atividades habituais, além dos resultados técnicos comparáveis as cirurgias convencionais.  Com o incremento da expertise dos ginecologistas com essas técnicas mais modernas, elas passaram a ser opção mais buscada pelos especialistas e pacientes.

Nesse contexto, outra patologia frequente que merece uma abordagem especial é a endometriose. Apesar da existência de tratamentos clínicos eficientes para controle dos sintomas, muitas vezes a opção cirúrgica se impõe. Os exemplos são os casos nos quais a queixa álgica é importante e com resposta apenas parcial às medicações, quando há infertilidade associada ou ainda na presença de complicações em orgãos pelvicos ou abdominais. Nesses casos, quando disponível, a opção cirúrgica preferencial é a videolaparoscopia.

Finalmente, a cirurgia robótica vem surgindo no arsenal terapêutico da ginecologia, principalmente nas patologias mais complexas como, por exemplo, a endometriose e o câncer ginecológico.

Assim sendo, podemos esperar um 2018 promissor e cheio de novidades, com a ginecologia caminhando continuamente no processo da educação e aprendizagem de novas tecnologias em favor do paciente.

Dra Adriana Mattos – Ginecologia Clínica e Cirúrgica

15/03/2018

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