Câncer de esôfago. Conheça os principais fatores de risco.

O câncer de esôfago é o oitavo câncer mais comum no mundo e representa a sexta causa de morte por câncer globalmente. No Brasil, nos países asiáticos e nos países em desenvolvimento, o subtipo histológico mais comum é o carcinoma epidermóide. Já nos EUA e nos países da Europa ocidental há um amplo predomínio do subtipo adenocarcinoma. De maneira geral, os fatores de risco mais importantes relacionados ao desenvolvimento da doença são o consumo excessivo de álcool, o tabagismo, o baixo nível socioeconômico e as deficiências nutricionais. Além disso, a doença é duas a quatro vezes mais comum em homens que em mulheres e também apresenta incidência crescente com o aumento da idade.

Tabagismo e Etilismo

Os estudos mostram forte correlação entre o consumo de álcool e o câncer de esôfago do tipo epidermóide. O etilismo sozinho responde por 4% dos casos da doença. Importante dizer que essa relação é dose dependente, ou seja, quanto maior a ingestão de álcool maior o risco de desenvolver o câncer de esôfago. Um estudo chinês mostrou que bebedores regulares de bebida alcoólica apresentam um risco duas vezes maior em desenvolver a doença que os não bebedores, independentemente da presença ou não de outros fatores de risco. Além disso, o álcool também potencializa o efeito carcinogênico do cigarro.

O tabagismo isoladamente é responsável por 25% dos casos de câncer de esôfago. O risco aumenta rapidamente com a quantidade de cigarros consumida e mesmo as pessoas que já fumaram, mas interromperam o hábito possuem risco aumentado de desenvolver câncer de esôfago quando comparados aqueles que nunca fumaram.

Fatores Alimentares e Obesidade      

O câncer epidermóide de esôfago está associado à deficiência de vitaminas, à baixa ingestão de folato, ao consumo excessivo de carne e peixe salgados e à ingestão regular de bebidas quentes. Alguns alimentos apresentam efeito protetor para o desenvolvimento da doença, dentre os quais podemos destacar: frutas (principalmente as cítricas), vegetais frescos, fibras (cereais), frutos do mar, leite, algumas vitaminas (B6, B12, C e E), ferro, zinco e folato.

O adenocarcinoma também se associa à deficiência nutricional, mas os principais fatores de risco para este subtipo são a obesidade e a doença do refluxo gastroesofagiano (DRGE). A ingestão de dieta hipercalórica e o consumo de gordura e de carne vermelha também são considerados importantes fatores de risco. Muitos estudos mostram que o excesso de peso é um forte fator de risco para o adenocarcinoma de esôfago e que este é proporcional ao índice de massa corporal (IMC) do indivíduo, principalmente para os menores de 50 anos. A obesidade também favorece o desenvolvimento do DRGE.

Concluímos que o câncer de esôfago é uma doença claramente associada ao estilo de vida. Dessa forma, a maior parte dos casos poderia ser evitada por medidas simples como não fumar ou parar de fumar, evitar consumo excessivo de álcool, comer mais frutas e vegetais e menos carne vermelha e gorduras.

Dr Flavio Sabino – Cirurgião de Câncer de Estômago e Esôfago

26/03/2018

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