Câncer Colorretal

O câncer colorretal é o terceiro tumor maligno em incidência em ambos os sexos mundialmente. No Brasil são esperados 34.280 novos casos anualmente, sendo 16.660 homens e 17.620 mulheres (2016 – INCA). A despeito da alta incidência o câncer de colorretal é altamente curável quando detectado em fases iniciais. Por isso se recomenda a realização de colonoscopia a partir dos 50 anos de idade, que deverá ser repetida a cada 3-5 anos. Em casos de história familiar esse screening pode ser antecipado, principalmente se houve acometimento de indivíduos da família em idade jovem.

Tratamento Endoscópico: as lesões precursoras do câncer colorretal, os pólipos adenomatosos, são tratados por ressecção endoscópica (sem necessidade de cirurgia). Mesmo quando ocorre transformação maligna do pólipo (transformação do adenoma em carcinoma), em alguns casos pode ser realizada ressecção por endoscopia em serviços com experiência neste procedimento. Entretanto quando ocorre invasão da parede intestinal o tratamento é cirúrgico, mas atualmente é realizado por meio de cirurgia minimamente invasiva.

Tratamento Videolaparoscópico do Câncer Colorretal: Diversos estudos clínicos já demonstraram a segurança e os benefícios do tratamento vídeo-laparoscópico no câncer colorretal. Essa abordagem cirúrgica permite ao paciente um pós-operatório com menos dor, menor sangramento, menor cicatriz, menor tempo de internação e retorno mais rápido às atividades habituais do paciente.

Tratamento da Doença Avançada: em nosso meio cerca de 40% dos pacientes apresentam doença avançada ao diagnóstico. Essa progressão do câncer pode ocorrer pelo crescimento local do tumor, quando ele atinge maiores dimensões e invade outros órgãos e estruturas ao seu redor. Isso é frequente no câncer do reto por ele estar situado na pelve entre estruturas ósseas, vasculares e órgãos do sistema uro-genital, mas pode ser tratado com radioterapia e quimioterapia pré-operatória para reduzir seu tamanho e permitir uma cirurgia curativa. Outra disseminação que pode ocorrer é quando o tumor se dissemina pela corrente linfática e sanguínea podendo causar metástases em outros órgãos, mais frequentemente o fígado e pulmões. Neste caso existe a possibilidade de controlar a doença retirando o tumor primário e também as metástases do pulmão e fígado, geralmente associando a quimioterapia em alguma fase do tratamento.

Tratamento da Carcinomatose Peritoneal: uma terceira via de progressão do câncer colorretal é quando as células malignas se depositam na cavidade peritoneal e crescem formando nódulos no peritônio e na superfície de qualquer outro órgão intra-abdominal (fígado, intestino delgado, mesentério, baço, útero, ovário, diafragma, estômago). Neste caso ainda é possível o controle da doença ressecando os nódulos peritoneais e associando tratamento com quimioterapia intraperitoneal (HIPEC) e sistêmica (intravenosa). Quanto menor a quantidade e o tamanho dos nódulos peritoneais, maior a chance de controle.

Tratamento do Câncer de Reto: o câncer de reto difere do câncer de cólon devido a sua localização dentro da pelve e fora do peritônio. Quando ele ocorre próximo ao canal anal, a possibilidade de uma cura por cirurgia pode levar a necessidade de uma colostomia permanente. Entretanto algumas técnicas permitem aumentar a chance de preservação do esfíncter anal e reduzem a probabilidade de uma colostomia definitiva:

  • Tratamento pré-operatório com radioterapia e quimioterapia pode reduzir o tamanho do tumor e colaborar em uma “margem de segurança” permitindo uma retirada do câncer com preservação do esfíncter anal.
  • Técnicas de ressecção interesfincteriana e de cirurgia endoscópica transanal: o uso destas técnicas permite a ressecção de tumores de reto ultrabaixos ou em pelves estreitas (sexo masculino, pacientes obesos) preservando o esfíncter anal.
  • Tratamento não operatório do câncer de reto: em até 30% dos casos ocorre desaparecimento total do tumor de reto utilizando a radioterapia associada a quimioterapia; alguns destes pacientes podem vir a ter controle de longo prazo após esse tratamento, mas necessitam de acompanhamento constante devido a possiblidade de recidiva. Este tratamento é considerado alternativo em casos muito selecionados pois a cirurgia continua como o tratamento padrão associado a maior possibilidade de cura.

Dr. Rodrigo Otávio Araujo é Cirurgião Oncológico dedicado ao tratamento do câncer colorretal e atende no Instituto Clinics.

Possui ampla experiência na cirurgia dos tumores avançados e conhece as técnicas mais modernas e eficazes, incluindo as minimamente invasivas. Também participa de protocolos de pesquisa utilizando estratégias promissoras na área.

23/11/2017

 

 

 

 

 

 

2 Comentários em Câncer Colorretal

  • Aceita Amil 400

    • Olá Sra Teresinha.
      O doutor Rodrigo Otávio opera pelo plano mas a consulta somente particular. Se precisar de mais informações entre em contato conosco pelos tels: (21) 2267-5384
      (21) 99246-4696. Obrigada

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