As doenças reumáticas e os novos medicamentos

Há alguns anos a Reumatologia vem se destacando pelos rápidos avanços no tratamento de doenças imunológicas, como artrite reumatoide, artrite psoriásica e lúpus, após décadas de opções terapêuticas limitadas e desenvolvimento lento.

No ano passado, a artrite reumatoide continuou liderando em número de pesquisas, com lançamento de novos medicamentos, alguns surgindo como novas opções de mecanismo de ação já conhecido, outros marcando a chegada de novas formas de controlar a doença. Estes lançamentos aumentam ainda mais um leque de alternativas que já conta com medicamentos aplicáveis por diferentes vias (oral, subcutânea, intravenosa, intra-articular), em diferentes esquemas de doses.

O importante é que cada vez mais um número maior de pessoas tem a oportunidade de receber tratamento adequado

Novos medicamentos ou esquemas terapêuticos também foram desenvolvidos para artrite psoriásica, espondilite anquilosante, artrite de células gigantes, gota e osteoporose. Alguns foram novas medicações, outras foram medicações já conhecidas ganhando aprovação para novas indicações. O importante é que cada vez mais um número maior de pessoas tem a oportunidade de receber tratamento adequado, muitas vezes podendo decidir em conjunto com seu médico o esquema terapêutico que mais lhe agrada entre os diversos atualmente disponíveis.

Infelizmente, doenças muito comuns, como osteoartrite, doença por depósito de cristais de pirofosfato de cálcio e fibromialgia, ainda engatinham nas pesquisas terapêuticas, tendo avançado mais na pesquisa básica, com descobertas sobre os mecanismos das doenças, fatores de risco, etc. Grandes avanços também foram obtidos na compreensão de doenças menos comuns, como as miopatias inflamatórias e a esclerose sistêmica, mais conhecida como esclerodermia, ainda sendo aguardadas novidades no campo terapêutico.

Como ótima notícia, a tão famosa Chikungunya parece ter dado uma certa trégua em comparação a 2016. Não apenas houve redução do número de pessoas acometidas, como também uma redução da intensidade do quadro, em que muitas pessoas que desenvolveram Chikungunya em 2017 parecem ter apresentado uma forma mais branda da doença.

Uma grande novidade de 2017 foi a publicação de diversos casos de doenças reumáticas desencadeadas pelos medicamentos mais modernos da Oncologia, destacando a necessidade da interação mais próxima das especialidades para oferecerem juntas o melhor acompanhamento aos seus pacientes.

Muitas novidades são aguardadas para 2018, incluindo a chegada ao Brasil de muitos desses medicamentos recém descobertos, parte dos quais ainda não aprovada por aqui. O cenário é de esperança, em meio a avanços científicos apresentados num ritmo cada vez mais intenso.

Dra Ana Beatriz Vargas – Reumatologista

06/03/2018

 

 

 

Uma comentário para

  • Como a matéria diz, são banheiros adaptados para pessas que necessitam condições especiais de uso. Um exemplo: muitos idosos com artrite não são capazes de fazer o movimento de sentar e levantar do vaso sanitário, por isso usam um adaptador para aumentar a altura do vaso, olhando a foto parece tudo bizarro, mas tem sim um motivo para cada coisa.

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