Acredite no filtro solar

Dr. Rafael Addum
Clínica Médica

O câncer de pele é o tipo de malignidade mais comum no Brasil, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Existem três tipos diferentes de câncer de pele: o carcinoma basocelular, o carcinoma espinocelular e o melanoma. Todos eles estão ligados à exposição solar excessiva e aos raios ultravioletas. Vamos conhecer um pouco mais de cada um destes tumores?

O carcinoma basocelular (CBC) é o câncer de pele mais comum e também o mais prevalente dentre todos os tipos de câncer. Ele tem origem nas células da camada basal da epiderme. Apesar de ter um baixo potencial para disseminação para outras partes do corpo (metástases), ele pode ser localmente invasivo e causar danos graves à pele. Os locais mais frequentes de acometimento são a face, orelhas, pescoço e couro cabeludo, isto é, as áreas mais expostas ao Sol.

O carcinoma espinocelular (CEC) é o segundo tipo mais comum de câncer de pele, ocorrendo nas células escamosas da derme. Também é mais frequente em regiões do corpo fotoexpostas, porém em pessoas com pele negra, é muito comum em áreas protegidas da luz solar. Geralmente, são lesões vermelhas descamativas de crescimento lento que não cicatrizam. Outros padrões de apresentação não são incomuns.

Por fim, o melanoma é o tipo menos comum de câncer de pele, porém o mais grave e com maior taxa de mortalidade. Mesmo assim, quando é feito o diagnóstico precoce, as chances de cura são altas (até 90%). O melanoma normalmente manifesta-se como uma lesão de pele que surgiu recentemente e com coloração escura. Dentre as principais características do melanoma encontramos a assimetria da lesão, a presença de bordas irregulares, a ocorrência de diferentes tipos de cor que variam dentro da mesma lesão, o diâmetro maior ou igual a 6 mm e a lesão com nova evolução, isto é, que surgiu ou modificou-se recentemente. Esses cinco componentes formam o “ABCDE” do melanoma e devem levantar suspeita para o diagnóstico desse tipo de câncer de pele.

A mais importante lição que podemos tirar é que o câncer de pele pode ser prevenido com a proteção adequada contra a exposição solar em excesso. Proteção ao Sol deve ser feita diariamente por todas as pessoas, principalmente por aqueles que possuem os fototipos I ou II (pele clara, sardas, cabelos claros ou ruivos e olhos claros). Algumas medidas que podem ser adotadas, de acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, são: uso de chapéus e camisetas com mangas; evitar exposição solar entre 10h e 16h (horário com maior ocorrência de radiação ultravioleta); aplicação diária de filtros solares (com FPS no mínimo 30 e que projeta para UVA e UVB); observar regularmente a pele à procura de manchas suspeitas; consultar o dermatologista uma vez ao ano, no mínimo, para um exame completo.

O Instituto Clinic recomenda que todas as pessoas realizem pelo menos anualmente um check-up de pele com a equipe dermatológica.

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